C&C · Geral

Me valeu o dia

Eu não sei seu nome.
Eu não sei quem és, o que faz, o que sonha ou até mesmo aonde ia.
Eu só sei, que seu sorriso foi meu, por 1/4 de um minuto, durou o tempo de uma brisa, e causou o mesmo efeito: foi leve, me tocou a alma e acendeu a chama que há muito tempo havia apagado…

Ah! Seu moço! Por quê foi embora tão logo? Por quê ser brisa tão passageira, e ter efeito de furacão?

O dia já estava acabando, ela não tinha mais nenhuma esperança de ter seu dia iluminado. Era inverno, a noite fria já invadia a tarde cinza de setembro. Era só um caminho, o trajeto que fizera tantas outras vezes na sua vida, e nenhuma delas foi diferente.

O anda e para. Os faróis vermelhos.
Bibibibi… acorda moça.
Outro farol, a música que toca na rádio parece nem fazer sentido. Aliás, tem um rádio ligado? Direita, esquerda, puft – você apareceu.

O dia amanhaceu em plena 17h, não tinha farol, não ouvia buzina – era ele e ela, ela e ele – eles eram deles. Tinham que ser.

Em forma de sussurro, ele declamou: você é linda.

Bibibibi… acorda moça.

Não existe rua para mais ninguém, eles passeavam lado a lado, quilômetros por quilômetros lado a lado.

“Se eu bater, a culpa é sua.”

As ruas se separam, os caminhos quase nunca são os mesmos…

“Continuo meu caminho, esperando em qual farol, sua janela vai encostar com a minha…”

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